sábado, 18 de fevereiro de 2012

Planejamento pedagógico: um faz de conta que acontece


Muitos professores são convocados para participar de reuniões cuja intenção é a de organizar assuntos, projetos que irão acontecer durante o ano. Porém, muitas escolas ainda veem o planejamento como uma atividade para atribuir trabalho, no mês de janeiro, aos educadores uma vez que eles não estão de férias; além disso, percebem-se nos encontros palestras cansativas que não acrescentam em nada, pois muitos gestores repetem aquela apresentação no Power point como se o processo educativo não tivesse inovações, ou pior: baixam da internet e só fazem ler no momento da reunião. Outro grave problema que ocorre é o fato de o planejamento ficar nas mãos do coordenador, visto que é uma tarefa de classe a qual o professor precisa entregar para garantir o emprego e mostrar boa conduta. O planejamento é uma ferramenta que deve se encontrar nas mãos dos professores, em vez de está guardado na gaveta de outrem, pois é ele quem deve ter autonomia para modificá-lo de acordo com o cotidiano e com a didática que ele escolheu.
Planejamento educacional é muito mais do que esquentar banco e ouvir blá-blá-blás: é facilitar o exercício do professor em todos os aspectos; é um “GPS” para seguir metas no ensino e aprendizagem; é conquistar e alcançar objetivos, além de conhecer todas as problemáticas que envolvem a educação; é saber quais são os problemas da escola; é ter domínio do Projeto Político Pedagógico; é conhecer pais de alunos; é saber quais decisões certas para serem tomadas; é ter propriedade das Leis de diretrizes e bases da educação brasileira, enfim, é uma tarefa que requer atenção durante todo o ano e não apenas durante uma manhã.
Existem vários profissionais da educação que pouco se importam, fazem trabalhos insossos por não estarem felizes com a remuneração, por isso evidenciam o insucesso e fama de que o Brasil é um país de educação duvidosa. Não há reciclagem de profissionais durante o ano, o que acarreta em graves problemas no momento de estes transmitirem um conteúdo inovado cheio de adequações à vida do alunado. Por causa do descaso, sentem-se acanhados para pedir um aumento, pois não fazem por onde merecerem.
O planejamento educacional no início dos anos letivos deve ser uma ferramenta de base para fundamentar a compostura do professor, devemos tê-lo como um aliado que deve ser posto em prática, precisa ser reformulado a cada situação do cotidiano, até porque não cabe envolver a educação apenas no campo do pensamento, dos contos da carochinha; devemos sim extrair das ideias as práticas que mudarão as famigeradas estatísticas que circulam pelo mundo desmoralizando o educador brasileiro. É preciso, meu amigo educador, dar-se o respeito para poder exigi-lo.
Contudo, planejar para educação não é um faz de conta que acontece, mas deve ser um instrumento de trabalho que garante respeito na comunidade escolar e no meio social. O planejamento educacional é um conto que aumenta outros pontos positivos para o processo de ensino e aprendizagem não só do aluno, mas, sobretudo de nós eternos educadores em transformação.