Muitos
professores são convocados para participar de reuniões cuja intenção é a de
organizar assuntos, projetos que irão acontecer durante o ano. Porém, muitas
escolas ainda veem o planejamento como uma atividade para atribuir trabalho, no
mês de janeiro, aos educadores uma vez que eles não estão de férias; além disso,
percebem-se nos encontros palestras cansativas que não acrescentam em nada, pois
muitos gestores repetem aquela apresentação no Power point como se o processo
educativo não tivesse inovações, ou pior: baixam da internet e só fazem ler no
momento da reunião. Outro grave problema que ocorre é o fato de o planejamento
ficar nas mãos do coordenador, visto que é uma tarefa de classe a qual o
professor precisa entregar para garantir o emprego e mostrar boa conduta. O
planejamento é uma ferramenta que deve se encontrar nas mãos dos professores,
em vez de está guardado na gaveta de outrem, pois é ele quem deve ter autonomia para
modificá-lo de acordo com o cotidiano e com a didática que ele escolheu.
Planejamento
educacional é muito mais do que esquentar banco e ouvir blá-blá-blás: é facilitar o exercício do professor em
todos os aspectos; é um “GPS” para seguir metas no ensino e aprendizagem; é
conquistar e alcançar objetivos, além de conhecer todas as problemáticas que envolvem a
educação; é saber quais são os problemas da escola; é ter domínio do Projeto
Político Pedagógico; é conhecer pais de alunos; é saber quais decisões certas
para serem tomadas; é ter propriedade das Leis de diretrizes e bases da
educação brasileira, enfim, é uma tarefa que requer atenção durante todo o ano
e não apenas durante uma manhã.
Existem vários
profissionais da educação que pouco se importam, fazem trabalhos insossos por não estarem felizes com a remuneração, por isso evidenciam o insucesso
e fama de que o Brasil é um país de educação duvidosa. Não há reciclagem de
profissionais durante o ano, o que acarreta em graves problemas no momento
de estes transmitirem um conteúdo inovado cheio de adequações à vida do alunado. Por
causa do descaso, sentem-se acanhados para pedir um aumento, pois não fazem por
onde merecerem.
O planejamento
educacional no início dos anos letivos deve ser uma ferramenta de base para
fundamentar a compostura do professor, devemos tê-lo como um aliado que deve
ser posto em prática, precisa ser reformulado a cada situação do cotidiano, até
porque não cabe envolver a educação apenas no campo do pensamento, dos contos da
carochinha; devemos sim extrair das ideias as práticas que mudarão as famigeradas
estatísticas que circulam pelo mundo desmoralizando o educador brasileiro. É
preciso, meu amigo educador, dar-se o respeito para poder exigi-lo.
Contudo,
planejar para educação não é um faz de conta que acontece, mas deve ser um
instrumento de trabalho que garante respeito na comunidade escolar e no meio
social. O planejamento educacional é um conto que aumenta outros pontos
positivos para o processo de ensino e aprendizagem não só do aluno, mas,
sobretudo de nós eternos educadores em transformação.
